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domingo, 21 de junho de 2009

O parto da montanha, ou muito barulho por nada

A manchete em letras garrafais, a insinuação contida no título e a boataria que precedeu a publicação levou muita gente a aguardar uma bomba que poderia mudar o curso da política paranaense. Deu chabu. Quem lê a matéria da “Gazeta do Povo” sobre periférico incidente num partido pequeno e pouco conhecido se sente frustrado.

O leitor logo percebe o esforço para transformar uma gravação dos excluídos do PRTB em acontecimento de monta e contrangedor não para os protagonistas, mas para aquele que está em primeiro lugar em todas as pesquisas de opinião na corrida pelo governo do estado, o prefeito Beto Richa.

A matéria forçou a barra. A gravação mostra um dia na vida do comitê dos ex-candidatos a vereador do PRTB, partido que tinha decidido apoiar Beto Richa para prefeito e de repente, não mais que de repente, sua direção decidiu entender-se com Fábio Camargo, do PTB.

Ora, pois, os candidatos a vereador do PRTB decidiram não aceitar a imposição. Não quiseram dobrar com Fábio Camargo, o que é um direito de qualquer um. Pagaram preço alto. Perderam a chance de disputar um mandato de vereador e se organizaram nesse comitê independente para apoiar Richa.

As cenas da gravação foram feitas num dia de acerto de contas no comitê. Alexandre Gardolinski acerta as despesas, um por um, os membros do comitê, que continuaram a fazer eventos para denunciar a transação da direção estadual com o PTB de Fábio Camargo e continuaram a apoiar Richa. Quantias ridículas, se considerarmos os gastos normais em campanhas eleitorais.

Não há nada, além da disposição da moçada em apoiar Beto Richa, que os vincule à campanha formal do prefeito. Por isso mesmo, esse comitê nem faz parte do organograma da campanha e não entrou na prestação de contas de Richa. Nem poderia.


De onde vinha o dinheiro para pagar as despesas da moçada? Diz Gardolinski que eram doações de amigos, vaquinhas e coisas tais. Ninguém duvida que muita gente doaria algo para ver Manasses, Mestre Dea, Gardolinski e sua turma, a fazer campanha contra o Fábio Camargo. Esse é um aspecto que a matéria não aborda.

Também não aborda outra questão vinculada ao incidente. Corre investigação e processo sobre o outro incidente, este sim, gravíssimo, que envolveu a vida do PRTB: o caráter e os detalhes do acerto entre o PTB de Fábio Camargo e o PRTB dirido por Marino Teixeira. Já há um pedido da Polícia Federal de indiciamento de todos os dirigentes do PRTB que negociaram com Fábio Camargo, por falsificação de ata que permitiu a aliança com o PTB.
Fonte: Blog Fabio Campana

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